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algas

REPRODUÇÃO E PRODUÇÃO DE BIOMASSA DA ALGA NORI (Pyropia hollenbergii)

A alga vermelha Pyropia, amplamente cultivada em regiões temperadas e tropicais, destaca-se por seu valor econômico e nutricional, sendo base da tradicional alga nori. A reprodução dessa alga envolve um ciclo complexo, com fases haploide e diploide, influenciado diretamente por fatores ambientais como temperatura, intensidade luminosa (irradiância) e duração do período de luz (fotoperíodo). O conhecimento das respostas fisiológicas da Pyropia a esses fatores é fundamental para otimizar o cultivo e maximizar sua produtividade em biomassa.

Nosso estudo experimental demonstra que a temperatura exerce papel crucial tanto na reprodução sexuada quanto na produção de biomassa. Temperaturas entre 15°C e 20°C tendem a favorecer o crescimento vegetativo e a fotossíntese, enquanto valores superiores a 25°C podem induzir estresse térmico, inibindo a formação de esporos e reduzindo o rendimento. A irradiância também é determinante: níveis moderados (entre 50 e 150 µmol photons m⁻² s⁻¹) estimulam o crescimento celular, mas intensidades elevadas podem causar fotoinibição. Além disso, o fotoperíodo atua como regulador do ciclo reprodutivo — regimes de luz prolongada (14:10 h luz:escuro) favorecem o crescimento vegetativo, enquanto fotoperíodos mais curtos podem induzir a reprodução.

A interação entre esses fatores define estratégias específicas de cultivo. Ambientes controlados, como tanques com iluminação artificial, permitem simular as condições ideais de temperatura e luz, garantindo a produção contínua ao longo do ano. O domínio desses parâmetros não só potencializa a produção de biomassa para a indústria alimentícia e cosmética, como também contribui para a conservação de populações naturais, reduzindo a pressão sobre os ecossistemas marinhos. Assim, a compreensão da ecofisiologia de Pyropia é uma ferramenta essencial para o avanço da biotecnologia marinha.

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